Propriedade intelectual como aliada de uma criatividade estratégica

Por Gustavo Bahuschewskyj Correa
22/04/2021

Hoje, no mercado empresarial, não existe opção senão ser competitivo. Considerando os múltiplos players que se estabelecem nos mais variados segmentos, é preciso, para sobreviver, ter o melhor produto ou o melhor preço.

É inegável também que, a menos que estejamos falando de mercados altamente comoditizados, a melhor opção é sempre desenvolver produtos com maior valor agregado, sejam fruto de tecnologia, sejam por atributos da marca que transmitam valores para os consumidores e que os motivem a consumir tais produtos em detrimento de outros.

Com isso em mente, inovar passa a ser um exercício necessário. Porém, como afirma Blaxill e Eckardt, “inovação sem proteção é filantropia”[1] e é justamente este o ponto central deste ensaio.

Considerando que o objetivo seja desenvolver um produto ou serviço inovador ou envolvente o suficiente que atraia a atenção dos consumidores, é preciso compreender os benefícios e as formas de utilização do sistema de propriedade intelectual para que o investimento em inovação não se perca.

Em primeiro lugar, é preciso conhecer seu consumidor e suas motivações para o consumo. Compreender quais são os gatilhos que, segundo Baudrillard[2], promovem naturalmente a felicidade, segundo a qual está assentada toda a lógica do consumo.

Estamos falando de novas tecnologias, fetiches em torno de marcas, embalagens envolventes, uso de personagens, cores e expressões que criam uma necessidade, identidade e senso de pertencimento. São diversas formas de atração e valorização dos produtos que podem ser aproveitadas em determinados contextos. A chave é ser criativo, porém, um criativo estratégico.

Compreender que no mundo empresarial, o processo criativo está completo quando vem aliado à uma segurança que a criação e o investimento a ser realizado trará retorno.

Neste contexto, a propriedade intelectual é um instrumento fundamental para a proteção da criatividade. Entender como, quando e de que forma utilizar as patentes, as marcas, os desenhos industriais, os direitos autorais, os direitos dos programas de computador, os cultivares, etc., para gerar um diferencial e obter um ganho econômico e concorrencial é a chave para um processo criativo estratégico que retorne em benefício para a empresa.

 

por Gustavo Bahuschewskyj Corrêa – Advogado e Agente da Propriedade Industrial, Mestre em Direitos Intelectuais, sócio da Leão Propriedade Intelectual.

 

[1] BLAXILL, Mark; ECKARDT, Ralph. A Vantagem Invisível: Como vencer a concorrência usando a propriedade intelectual. Ed. Campus. 2010.

[2] BAUDRILLARD, Jean. A Sociedade de Consumo. Edições70. Lisboa. 2007. P. 47 e seg.

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